Trecho entre as praças Cristo Redentor e Judith Prestes apresenta fissuras no asfalto e na parede de concreto; risco de desabamento é avaliado.
A prefeitura de Parintins, no interior do Amazonas, anunciou na última terça-feira (7) a interdição parcial de um trecho da orla da cidade devido ao risco de desabamento. A circulação de veículos foi proibida, mas pedestres ainda podem acessar a área.
O trecho afetado fica entre as praças Cristo Redentor e Judith Prestes, conhecidas como “Comunas”. Foram identificadas rachaduras no asfalto e na parede de concreto da orla, que foi reinaugurada em julho de 2024, após reformas.
Antes mesmo da entrega oficial, moradores e turistas já transitavam no local durante o Festival Folclórico de Parintins, sem fiscalização adequada.
Histórico de Problemas
Em janeiro de 2020, a orla desmoronou devido à erosão no solo, levando a prefeitura a decretar estado de emergência por 90 dias. Agora, o risco de novas falhas estruturais preocupa tanto os moradores quanto especialistas.
O geógrafo e pesquisador da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Camilo Ramos, avaliou o local e alertou sobre os riscos. “Houve um afundamento onde o asfalto apresenta fissura, isso quer dizer que pode haver mudança de comportamento no solo, o que coloca a área em risco. Todas as ruas da frente da cidade têm que ser interditadas para a passagem de veículos pesados”, explicou.
Preocupação dos Moradores
A estudante Sansyara Viana expressou indignação com a situação e os custos envolvidos na obra. “A gente da população se preocupa, é dinheiro do povo que está sendo usado em uma estrutura dessa, foi gasto muito dinheiro aí. Fica complicado a gente passar por essa situação, é um risco. Se tem dinheiro, era para ter uma estrutura bem melhor”, afirmou.
Posição da Prefeitura
Em nota, a Prefeitura de Parintins informou que análises feitas pela Secretaria de Obras e Serviços Públicos (Semop) verificaram que o muro de arrimo da orla está preservado e sem danos estruturais.
Segundo a nota, “a rachadura verificada em uma das paredes foi apenas no reboco da massa que cobre a estrutura e os reparos já foram realizados”. Sobre as fissuras no asfalto, a prefeitura declarou que não há riscos aparentes, mas a Semop segue avaliando as causas, especialmente por conta do sistema de drenagem na área.
Com informações do G1.